FACILITADOR – EDUCADOR
 
“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”
Cora Coralina
 
O facilitador é um educador dentro do conceito construtivista: na verdade, mais que um papel, trata-se de uma postura. Uma de suas atribuições é ajudar o grupo a perceber  e compreender os diferentes elementos que compõem o movimento do grupo. Para que as pessoas que participam de um processo de intervenção possam aprender é necessário que o profissional assuma uma postura de um facilitador do processo de aprendizado e não de um “professor” que simplesmente transfere o seu conhecimento.
 
Essa prática estimula o grupo a buscar o autoconhecimento e a abrir-se ao conhecimento externo. Acredito na relevância do grupo identificar as suas qualidades e características individuais e coletivas, pois elas são a mola propulsora que dá vida à organização da qual faz farte. 
 
Carl Rogers diz que o facilitador é como um mestre que estabelece um clima positivo construído coletivamente pelos laços de confiança em relação ao grupo e a cada pessoa que o compõe. E, ser um facilitador, é reconhecer-se dentro do processo e reconhecer as próprias limitações. É ser, no momento da facilitação,  ele mesmo, ente que faz a diferença dentro do grupo. Muito diverso de ser aquele que concentra o saber, o facilitador reconhece que o saber está adormecido no grupo e atua como aquele que toca uma trombeta para acordar um exército,  despertando o saber do grupo. 
 
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